Projeto de escritório · 8 min de leitura
Projeto de escritório: do desenho do arquiteto ao móvel montado
As seis etapas de um projeto de escritório vistas por quem fabrica o móvel: o que pedir ao arquiteto e à fábrica e o que conferir antes de aprovar, fabricar e receber.
Publicado em · atualizado em · por MyOffice

Um projeto de escritório vira móvel montado em seis etapas: briefing, estudo de layout, especificação, proposta, desenho de fabricação e entrega. O arquiteto conduz as primeiras, a fábrica assume as últimas e você aprova a passagem de uma para a outra. Este guia mostra, etapa por etapa, o que pedir e o que conferir antes de dizer sim.
O que é um projeto de escritório e quem faz cada parte
A norma brasileira de projetos de arquitetura, a NBR 16636, define o projeto de arquitetura de interiores como a intervenção que determina "a forma de uso do espaço em função de acabamentos, mobiliário e equipamentos". A definição vem do parecer do CAU/RS que reproduz as definições da NBR 16636. Num escritório corporativo, isso responde a perguntas práticas: quantas pessoas, em que posição, com que móvel, por onde se circula e onde ficam tomadas e luz. O resultado em papel é a planta de escritório: o desenho em escala que o arquiteto aprova com você e a fábrica usa como base. Os projetos de escritório no site da MyOffice mostram como esse desenho aparece montado.
O projeto do espaço pesa no resultado. Na pesquisa da JLL com 84 organizações, o Global Occupancy Planning Benchmark Report 2026, 45% das que fizeram mudanças de projeto no espaço dizem que a utilização do escritório aumentou. É relato das empresas, não medição.
Cada parte tem um responsável:
| Quem | Responde por | Entrega |
|---|---|---|
| Você (cliente) | Dados de uso, decisões e aprovações | Quadro de presença, escolha de acabamentos, aceite de cada etapa |
| Arquiteto (arquitetura corporativa) | Levantamento, layout, projeto executivo e especificação | Planta em escala, memorial, caderno de especificação |
| Fábrica | Desenho de fabricação, produção, entrega e montagem | Desenho para aprovação, móveis montados |
| Administração do prédio | Regras de carga, horários e obras | Autorização de entrada e janela de montagem |
A MyOffice, fábrica de móveis corporativos em São Paulo, está na terceira linha. O sócio-diretor, Danilo, tem 30 anos de carreira no mobiliário corporativo, e a fábrica trabalha com o arquiteto do cliente: fabrica, monta e conversa com ele sobre medidas e prazos.
As seis etapas do projeto: o que pedir e o que conferir
Cada etapa termina numa aprovação sua. Um erro achado no papel custa uma revisão; achado na fábrica, custa peça refeita.

Etapa 1: briefing e levantamento do espaço
O roteiro do CAU/BR para contratar um arquiteto, escrito para obras e reformas em geral, manda reunir num documento as necessidades do cliente, como os espaços do projeto e o tamanho de cada um. Quem tem essas respostas é você.
- Peça ao RH e à TI a presença por dia da semana e por equipe, e não o número de contratados. A JLL lembra que o crachá mostra quantos entraram, mas não quais estações usaram.
- Peça a planta cadastral do andar, com pilares, pé-direito, janelas e pontos de energia e dados.
- Confira as medidas no local depois que a obra civil terminar. Parede pronta raramente bate com o desenho.
- Confira com a administração do prédio o elevador de carga, a largura das portas e os horários de entrada de móveis.
Etapa 2: estudo de layout e planta de escritório
O arquiteto apresenta o estudo preliminar e depois o anteprojeto. Segundo o CAU/BR, quando o anteprojeto é aprovado, as duas partes assumem o compromisso de cumprir o que foi definido. Mudar a planta de escritório aqui custa quase nada; mudar depois custa prazo.
- Peça duas alternativas de layout e compare pelo uso: onde fica o foco, onde fica a conversa. O guia de layout de escritório para o trabalho colaborativo ajuda nessa comparação.
- Peça a planta em escala com o móvel na medida real, a cadeira com folga para recuar, o giro das portas e a circulação cotada.
- Confira a distância entre equipes que falam o dia todo e equipes que precisam de silêncio.
- Confira com a administração do prédio se o desenho respeita as saídas de emergência.
Etapa 3: projeto executivo e especificação do mobiliário
Aqui o desenho vira lista de compra. Para o CAU/BR, o projeto completo traz especificação de material, quantidades e modelos. Na NBR 16636, o memorial descritivo é a peça que discrimina as especificações.
- Peça um caderno de especificação com modelo, medidas, material, código de cor, ferragens, passa-cabos e caixas de tomada de cada item, das estações de trabalho às divisórias para escritório.
- Peça amostra física dos acabamentos. A cor na tela não é a cor da chapa.
- Confira a cadeira na NR-17. O item 17.6 da NR-17 pede regulagens no conjunto do mobiliário e lista cinco requisitos mínimos para o assento: altura ajustável, ajustes acessíveis, base do assento com pouca ou nenhuma conformação, borda frontal arredondada e encosto que protege a lombar.
- Confira onde haverá posto para alternar sentado e em pé. O 17.6.2 pede que o posto favoreça a alternância quando o trabalho permitir. Mais detalhes em móveis de escritório que cuidam da saúde de quem trabalha.
Etapa 4: proposta e compatibilização
A fábrica transforma a especificação em proposta. O trabalho desta etapa é fazer a proposta e a planta contarem a mesma história.
- Peça a proposta item por item, com o mesmo código da legenda da planta e as quantidades.
- Peça por escrito o que está incluído: frete, descarga, montagem e retirada de embalagem.
- Peça o prazo de fabricação e a janela de montagem com datas, e a regra para mudanças depois da aprovação.
- Confira a soma: cada item da planta tem uma linha na proposta, e cada linha da proposta aparece na planta.
Etapa 5: desenho de fabricação e produção
É a etapa que o cliente menos vê e a que mais evita erro. O desenho de fabricação traz a medida final de cada peça, e depois da sua aprovação o material é cortado.
- Peça o desenho para aprovação, com recortes de pilar, furos de passagem de cabos, posição de tomadas e sentido de abertura de portas e gavetas.
- Peça que a amostra de acabamento aprovada na etapa 3 fique registrada junto ao desenho.
- Confira as medidas do desenho contra as do local mais uma vez, se a obra mudou algo desde o levantamento.
- Confira até quando dá para mudar. Peça cortada não volta a ser chapa.
Etapa 6: entrega, montagem e aceite
Aqui o móvel encontra o prédio. A montagem só funciona se o local estiver pronto e a data estiver combinada.
- Peça a data de montagem combinada com a administração do prédio e a lista de volumes antes da entrega.
- Confira se o local está liberado: obra civil terminada, pintura seca, piso protegido.
- Confira os volumes na descarga contra a lista e registre avarias na hora.
- Confira, na montagem, gavetas, fechaduras, nivelamento e tomadas. Regule cada cadeira com quem vai usá-la e feche uma lista de pendências com data.
- Peça o manual de uso e um contato para assistência.
O que atrasa a montagem
Três situações costumam atrasar uma montagem:

- A obra civil não termina na data combinada, e o móvel chega sem lugar para entrar.
- O desenho de fabricação muda depois de aprovado, e a produção recomeça.
- Ninguém perguntou ao prédio sobre elevador de carga e horário de entrada.
O terceiro item se resolve com um telefonema na etapa 1. O segundo, com uma data combinada na etapa 5, a partir da qual o desenho não muda. O primeiro depende de um cronograma de obra que a fábrica também acompanhe. Para ver o resultado já montado, há os cases de escritórios montados; para escolher as linhas de móveis, o guia completo de mobiliário corporativo.
Perguntas frequentes
O que é um projeto de escritório?
É o conjunto de decisões que define como o escritório será usado: quantas pessoas, onde cada uma senta, que móveis entram, por onde se circula e onde ficam tomadas, luz e salas de reunião. A norma de projetos de arquitetura chama isso de definir a forma de uso do espaço em função de acabamentos, mobiliário e equipamentos. O resultado aparece na planta de escritório.
Quais são as etapas de um projeto de escritório?
Para o arquiteto: levantamento, programa de necessidades, estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo. Para o móvel, vêm depois a proposta, o desenho de fabricação, a produção, a entrega e a montagem. Do lado do cliente, dá para contar seis passos: briefing, layout, especificação, proposta, desenho de fabricação e entrega com aceite.
Quem faz o projeto de escritório, o arquiteto ou o fornecedor de móveis?
O projeto é do arquiteto, que responde pelo levantamento, pelo layout e pela especificação. O CAU/BR orienta exigir contrato e RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) do profissional contratado. A fábrica entra com medidas, acabamentos e prazos, depois fabrica e monta. A MyOffice não projeta: trabalha com o arquiteto do cliente.
Como montar um escritório corporativo do zero?
Comece pelos dados: quantas pessoas vão ao escritório em cada dia e que atividades acontecem ali. Com isso, contrate o arquiteto e feche o layout. Depois, peça propostas de mobiliário amarradas à planta, aprove o desenho de fabricação e combine a data de montagem com a administração do prédio. A obra civil precisa estar pronta antes da entrega.
O que precisa estar na planta de escritório?
Planta em escala, com paredes e pilares, portas e seus giros, cada estação e cada cadeira desenhadas na medida real, áreas de circulação cotadas e pontos de energia e dados. Uma legenda com o código de cada móvel permite casar a planta com a proposta e com o desenho de fabricação.
Leve o projeto do arquiteto à MyOffice
Tem a planta ou o projeto do arquiteto em mãos? Chame a MyOffice pelo WhatsApp (11) 3885-5858, ou use o atendimento com arquiteto do site. A fábrica olha o desenho, conversa com o arquiteto sobre medidas e prazos e fabrica e monta o mobiliário.

